Lecture on As enchentes no Vale do Itajaí - 1997 - relatório

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As enchentes no Vale do Itajaí propostas de ação e considerações sobre situação existente   Sugestões de   João Carlos Cascaes Blumenau, 23 de dezembro de 1997.
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Destaques:
Destaques:
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O problema “enchentes” no Vale do Itajaí
Introdução
 
O problema “enchentes” no Vale do Itajaí tem sido responsável por muitas tragédias. Grandes cheias e o risco de acidentes maiores inibem o desenvolvimento da região, contribuindo para boa parte das perdas de postos de trabalho. 
Melhor conhecimento e controle deste fenômeno da natureza permitirão uma existência com padrões muito superiores aos atuais.
A gravidade da situação atual exige providências urgentes. A extinção do DNOS criou um vazio administrativo e tecnológico que não foi coberto por nenhuma entidade equivalente.
O problema “enchentes” no Vale do Itajaí Introdução   O problema “enchentes” no Vale do Itajaí tem sido responsável por muitas tragédias. Grandes cheias e o risco de acidentes maiores inibem o desenvolvimento da região, contribuindo para boa parte das perdas de postos de trabalho. Melhor conhecimento e controle deste fenômeno da natureza permitirão uma existência com padrões muito superiores aos atuais. A gravidade da situação atual exige providências urgentes. A extinção do DNOS criou um vazio administrativo e tecnológico que não foi coberto por nenhuma entidade equivalente.
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Conclusões

 
2.1 – O Governo Federal praticamente parou de agir no processo de controle de enchentes desde a extinção do DNOS.
 
2.2 – As barragens de contenção de enchentes estão sem manutenção regular e adequada (1997).
  
2.3 – Há necessidade de se discutir com profundidade as regras operacionais das barragens. Quando abrir as comportas, quanto, onde, quem decide?
 
2.4 – As barragens precisam de quadro operacional local, permanente, com bom treinamento profissional (1997). 

2.5 – Na situação atual (1997) as barragens são alto risco para o Vale do Itajaí. Pode-se dizer que existe probabilidade inaceitável de falhas. Informações de toda espécie mostram descontinuidades graves. Há, também, informações sobre erros de projeto na construção das  represas atuais.
 
Conclusões   2.1 – O Governo Federal praticamente parou de agir no processo de controle de enchentes desde a extinção do DNOS.   2.2 – As barragens de contenção de enchentes estão sem manutenção regular e adequada (1997).    2.3 – Há necessidade de se discutir com profundidade as regras operacionais das barragens. Quando abrir as comportas, quanto, onde, quem decide?   2.4 – As barragens precisam de quadro operacional local, permanente, com bom treinamento profissional (1997).  2.5 – Na situação atual (1997) as barragens são alto risco para o Vale do Itajaí. Pode-se dizer que existe probabilidade inaceitável de falhas. Informações de toda espécie mostram descontinuidades graves. Há, também, informações sobre erros de projeto na construção das represas atuais.  
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2.6 – A ELETROBRÁS e suas subsidiárias possuem grande experiência na operação e manutenção de barragens, podendo colaborar significativamente.
2.6 – A ELETROBRÁS e suas subsidiárias possuem grande experiência na operação e manutenção de barragens, podendo colaborar significativamente.
2.6 – A ELETROBRÁS e suas subsidiárias possuem grande experiência na operação e manutenção de barragens, podendo colaborar significativamente. 2.6 – A ELETROBRÁS e suas subsidiárias possuem grande experiência na operação e manutenção de barragens, podendo colaborar significativamente.
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2.7 – O Projeto JICA é importante para o Baixo Vale do Itajaí.
2.7 – O Projeto JICA é importante para o Baixo Vale do Itajaí.
 
2.8 – Nos últimos anos tem havido grande ênfase nas questões ambientais em detrimento dos projetos de engenharia a favor da população.


2.9 – A atuação de ONGs de grande apelo emocional desviaram a atenção para a importância e oportunidade de ajustes, que poderiam diminuir os riscos de grandes cheias. 


2.10 – Há muita ignorância técnica e jurídica entre lideranças respeitadas no Vale do Itajaí. Apesar da complexidade dos problemas relativos às enchentes, seria importante maior conhecimento técnico a respeito.  
 
 
 
 
2.7 – O Projeto JICA é importante para o Baixo Vale do Itajaí. 2.7 – O Projeto JICA é importante para o Baixo Vale do Itajaí.   2.8 – Nos últimos anos tem havido grande ênfase nas questões ambientais em detrimento dos projetos de engenharia a favor da população. 2.9 – A atuação de ONGs de grande apelo emocional desviaram a atenção para a importância e oportunidade de ajustes, que poderiam diminuir os riscos de grandes cheias. 2.10 – Há muita ignorância técnica e jurídica entre lideranças respeitadas no Vale do Itajaí. Apesar da complexidade dos problemas relativos às enchentes, seria importante maior conhecimento técnico a respeito.          
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2.11 – O Vale do Itajaí esteve carente de lideranças políticas competentes na luta contra as enchentes. Elas são essenciais pois os recursos para manutenção e aprimoramento dos sistemas de alerta e prevenção necessários são muito grandes, exigindo contribuições a níveis federal e estadual.
2.11 – O Vale do Itajaí esteve carente de lideranças políticas competentes na luta contra as enchentes. Elas são essenciais pois os recursos para manutenção e aprimoramento dos sistemas de alerta e prevenção necessários são muito grandes, exigindo contribuições a níveis federal e estadual.
 
2.12 – Clubes de serviço e associações empresariais podem contribuir significativamente na luta por maiores recursos.
 
2.13 As defesas civis do Vale ou não existiam ou foram pouco operantes, com raras exceções. A partir de 1997, entretanto, graças à atuação extraordinária da Defesa Civil de Blumenau, começaram a se estruturar.
   
2.14 – O CLIMERH não se desenvolveu adequadamente nas questões de interesse do Vale do Itajaí.
 

2.15 – O Vale do Itajaí precisa de um sistema próprio de meteorologia e hidrologia. Um bom exemplo é o SIMEPAR.
 
2.16 – Falta um pólo tecnológico com qualidade compatível aos problemas existentes, sobre o tema enchentes, na região.
 
2.17 – Apesar das obras realizadas, o risco de grandes cheias persiste.
 
2.18 – Os municípios e o estado de Santa Catarina precisam desenvolver instrumento fiscal de sustentação dos programas de combate às enchentes.
2.11 – O Vale do Itajaí esteve carente de lideranças políticas competentes na luta contra as enchentes. Elas são essenciais pois os recursos para manutenção e aprimoramento dos sistemas de alerta e prevenção necessários são muito grandes, exigindo contribuições a níveis federal e estadual. 2.11 – O Vale do Itajaí esteve carente de lideranças políticas competentes na luta contra as enchentes. Elas são essenciais pois os recursos para manutenção e aprimoramento dos sistemas de alerta e prevenção necessários são muito grandes, exigindo contribuições a níveis federal e estadual.   2.12 – Clubes de serviço e associações empresariais podem contribuir significativamente na luta por maiores recursos.   2.13 As defesas civis do Vale ou não existiam ou foram pouco operantes, com raras exceções. A partir de 1997, entretanto, graças à atuação extraordinária da Defesa Civil de Blumenau, começaram a se estruturar.     2.14 – O CLIMERH não se desenvolveu adequadamente nas questões de interesse do Vale do Itajaí.   2.15 – O Vale do Itajaí precisa de um sistema próprio de meteorologia e hidrologia. Um bom exemplo é o SIMEPAR.   2.16 – Falta um pólo tecnológico com qualidade compatível aos problemas existentes, sobre o tema enchentes, na região.   2.17 – Apesar das obras realizadas, o risco de grandes cheias persiste.   2.18 – Os municípios e o estado de Santa Catarina precisam desenvolver instrumento fiscal de sustentação dos programas de combate às enchentes.
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2.19 – O Paraná possui, junto à UFPR, um pólo de estudos e previsões hidrológicas e meteorológicas, que deveria ser reproduzido no Vale do Itajaí.
2.19 – O Paraná possui, junto à UFPR, um pólo de estudos e previsões hidrológicas e meteorológicas, que deveria ser reproduzido no Vale do Itajaí.
 
2.19 – O Paraná possui, junto à UFPR, um pólo de estudos e previsões hidrológicas e meteorológicas, que deveria ser reproduzido no Vale do Itajaí. 2.19 – O Paraná possui, junto à UFPR, um pólo de estudos e previsões hidrológicas e meteorológicas, que deveria ser reproduzido no Vale do Itajaí.  
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2.20 – Não existe um órgão técnico competente e eficaz na gerência dos recursos hídricos da bacia do Rio Itajaí Açu.
2.20 – Não existe um órgão técnico competente e eficaz na gerência dos recursos hídricos da bacia do Rio Itajaí Açu.


2.21 – O custo de construção e sustentação de um órgão técnico de gerência dos recursos hídricos do Vale do Itajaí não é grande mas depende de um rateio entre entidades e governos interessados.
 
2.22 – Competência técnica e motivação real são absolutamente necessários para a gerência das questões técnicas e políticas, envolvendo a gerência hídrica do Rio Itajaí Açu e seus afluentes.
2.23 – Atualmente o CEOPS, Centro de Operações do Sistema de Alerta e Controle de Cheias, subordinado à FURB, é a única entidade efetivamente atuante na previsão meteorológica e hidrológica do Vale do Itajaí, não tendo, contudo, existência jurídica própria.
 
2.24 – Em 1997 tivemos progressos sensíveis no sistema de alerta.
2.20 – Não existe um órgão técnico competente e eficaz na gerência dos recursos hídricos da bacia do Rio Itajaí Açu. 2.20 – Não existe um órgão técnico competente e eficaz na gerência dos recursos hídricos da bacia do Rio Itajaí Açu. 2.21 – O custo de construção e sustentação de um órgão técnico de gerência dos recursos hídricos do Vale do Itajaí não é grande mas depende de um rateio entre entidades e governos interessados.   2.22 – Competência técnica e motivação real são absolutamente necessários para a gerência das questões técnicas e políticas, envolvendo a gerência hídrica do Rio Itajaí Açu e seus afluentes. 2.23 – Atualmente o CEOPS, Centro de Operações do Sistema de Alerta e Controle de Cheias, subordinado à FURB, é a única entidade efetivamente atuante na previsão meteorológica e hidrológica do Vale do Itajaí, não tendo, contudo, existência jurídica própria.   2.24 – Em 1997 tivemos progressos sensíveis no sistema de alerta.
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2.25 – Há necessidade de aprofundamento substancial nas análises das cheias do Vale do Itajaí.
2.25 – Há necessidade de aprofundamento substancial nas análises das cheias do Vale do Itajaí.
 
2.26 – As lideranças do Vale do Itajaí demonstraram, nesses últimos anos, falta de visão clara do problema das enchentes. 
 
2.27 – A existência de um procurador da República em Blumenau contribui para a agilização de cobranças de responsabilidade. 

2.28 – A construção de centrais hidroelétricas no Vale do Itajaí possibilitará a imposição de responsabilidades no controle das cheias às empresas que explorarem o serviço de geração de energia.
 
2.29 – Os radares do Ministério da Aeronáutica não se prestam às necessidades do Vale do Itajaí.
 
2.30 - Os radares do CLIMERH e SIMEPAR dão cobertura parcial ao Vale do Itajaí.
 
2.25 – Há necessidade de aprofundamento substancial nas análises das cheias do Vale do Itajaí. 2.25 – Há necessidade de aprofundamento substancial nas análises das cheias do Vale do Itajaí.   2.26 – As lideranças do Vale do Itajaí demonstraram, nesses últimos anos, falta de visão clara do problema das enchentes.   2.27 – A existência de um procurador da República em Blumenau contribui para a agilização de cobranças de responsabilidade.  2.28 – A construção de centrais hidroelétricas no Vale do Itajaí possibilitará a imposição de responsabilidades no controle das cheias às empresas que explorarem o serviço de geração de energia.   2.29 – Os radares do Ministério da Aeronáutica não se prestam às necessidades do Vale do Itajaí.   2.30 - Os radares do CLIMERH e SIMEPAR dão cobertura parcial ao Vale do Itajaí.  
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2.31 – Para um bom padrão de previsões meteorológicas e hidrológicas falta a instalação de um radar, complementando a cobertura possível com os radares do CLIMERH e SIMEPAR.
2.31 – Para um bom padrão de previsões meteorológicas e hidrológicas falta a instalação de um radar, complementando a cobertura possível com os radares do CLIMERH e SIMEPAR.
 
2.32 – Aumentando-se o número de estações automáticas de coleta de dados hidrológicos e meteorológicos, a qualidade das previsões melhorará substancialmente.
 
2.33 – As barragens estão (1997) sem operadores em número e qualidade suficientes.
 
2.34 – Há necessidade de se concluir obras e correções nas barragens de contenção de cheias do Rio Itajaí Açu.
 
2.31 – Para um bom padrão de previsões meteorológicas e hidrológicas falta a instalação de um radar, complementando a cobertura possível com os radares do CLIMERH e SIMEPAR. 2.31 – Para um bom padrão de previsões meteorológicas e hidrológicas falta a instalação de um radar, complementando a cobertura possível com os radares do CLIMERH e SIMEPAR.   2.32 – Aumentando-se o número de estações automáticas de coleta de dados hidrológicos e meteorológicos, a qualidade das previsões melhorará substancialmente.   2.33 – As barragens estão (1997) sem operadores em número e qualidade suficientes.   2.34 – Há necessidade de se concluir obras e correções nas barragens de contenção de cheias do Rio Itajaí Açu.  
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2.35 – Não existe esquema de garantia de segurança operacional e patrimonial nas barragens.
2.35 – Não existe esquema de garantia de segurança operacional e patrimonial nas barragens.
 
2.36 – O Banco Mundial (BIRD) teria melhores condições de apoiar os programas de combate às cheias do Vale do Itajaí.
 
2.37 – As defesas civis do Vale do Itajaí poderiam dispor de recursos mais eficazes e complementares aos existentes.
 
2.38 – Nota-se um certo fatalismo e sentimento de fraqueza, quanto à questão das enchentes, entre as lideranças da região.
 
2.39 – A Lei 9.433 de 8 de janeiro de 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
2.35 – Não existe esquema de garantia de segurança operacional e patrimonial nas barragens. 2.35 – Não existe esquema de garantia de segurança operacional e patrimonial nas barragens.   2.36 – O Banco Mundial (BIRD) teria melhores condições de apoiar os programas de combate às cheias do Vale do Itajaí.   2.37 – As defesas civis do Vale do Itajaí poderiam dispor de recursos mais eficazes e complementares aos existentes.   2.38 – Nota-se um certo fatalismo e sentimento de fraqueza, quanto à questão das enchentes, entre as lideranças da região.   2.39 – A Lei 9.433 de 8 de janeiro de 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
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2.40 – Por efeito da Lei 9.433 deve-se criar o Comitê da Bacia do Rio Itajaí e respectiva Agência de Águas.
2.40 – Por efeito da Lei 9.433 deve-se criar o Comitê da Bacia do Rio Itajaí e respectiva Agência de Águas.
 
2.41 – Conflitos na aplicação das leis 9.443/1997 e 6.938/1981 poderão atrasar a implantação de recursos de defesa do Vale do Itajaí.
 
2.42 – Grande parte das construções em áreas sujeitas a deslizamentos e enxurradas foram feitas em processos legais de compra de imóveis.
 
2.43 – Muitas mortes, destruição e sofrimento teriam sido evitados se as autoridades responsáveis tivessem sido mais competentes.
 
2.44 – Em Santa Catarina (1997) , até o momento, a empresa melhor capacitada para resolver os problemas das barragens é a Eletrosul.
 
2.45 – As empresas de energia elétrica são altamente beneficiadas pela existência de um bom sistema de hidrologia e meteorologia, à semelhança da COPEL com o CEHPAR e SIMEPAR.
 
2.46 – O objetivo das barragens, retificação de rios, dragagem e tudo o mais não é acabar com as enchentes. Isto é impossível. O fundamental é diminuir o efeito desastroso, o número de vítimas, as perdas materiais. Para isto há muito que fazer.
2.40 – Por efeito da Lei 9.433 deve-se criar o Comitê da Bacia do Rio Itajaí e respectiva Agência de Águas. 2.40 – Por efeito da Lei 9.433 deve-se criar o Comitê da Bacia do Rio Itajaí e respectiva Agência de Águas.   2.41 – Conflitos na aplicação das leis 9.443/1997 e 6.938/1981 poderão atrasar a implantação de recursos de defesa do Vale do Itajaí.   2.42 – Grande parte das construções em áreas sujeitas a deslizamentos e enxurradas foram feitas em processos legais de compra de imóveis.   2.43 – Muitas mortes, destruição e sofrimento teriam sido evitados se as autoridades responsáveis tivessem sido mais competentes.   2.44 – Em Santa Catarina (1997) , até o momento, a empresa melhor capacitada para resolver os problemas das barragens é a Eletrosul.   2.45 – As empresas de energia elétrica são altamente beneficiadas pela existência de um bom sistema de hidrologia e meteorologia, à semelhança da COPEL com o CEHPAR e SIMEPAR.   2.46 – O objetivo das barragens, retificação de rios, dragagem e tudo o mais não é acabar com as enchentes. Isto é impossível. O fundamental é diminuir o efeito desastroso, o número de vítimas, as perdas materiais. Para isto há muito que fazer.
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2.47 – Qualquer atraso nas providências técnicas para defesa do povo do Vale do Itajaí poderá significar muitas vítimas a mais nas próximas enchentes. Quem serão os responsáveis?
2.47 – Qualquer atraso nas providências técnicas para defesa do povo do Vale do Itajaí poderá significar muitas vítimas a mais nas próximas enchentes. Quem serão os responsáveis?
 
2.48 – A atuação do Senado da República, discutindo os efeitos do El Niño e defesas civis, foi um ato político importantíssimo para mobilização das autoridades.
 
2.49 – A existência de uma empresa que una as prefeituras e empresários do Vale do Itajaí provavelmente será a forma mais eficaz de se formar equipes técnicas e administração dos problemas causados pelo Rio Itajaí.
2.47 – Qualquer atraso nas providências técnicas para defesa do povo do Vale do Itajaí poderá significar muitas vítimas a mais nas próximas enchentes. Quem serão os responsáveis? 2.47 – Qualquer atraso nas providências técnicas para defesa do povo do Vale do Itajaí poderá significar muitas vítimas a mais nas próximas enchentes. Quem serão os responsáveis?   2.48 – A atuação do Senado da República, discutindo os efeitos do El Niño e defesas civis, foi um ato político importantíssimo para mobilização das autoridades.   2.49 – A existência de uma empresa que una as prefeituras e empresários do Vale do Itajaí provavelmente será a forma mais eficaz de se formar equipes técnicas e administração dos problemas causados pelo Rio Itajaí.
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Recomendações
3.1 – Criar entidade similar ao SIMEPAR, dedicada a estudos e previsões meteorológicas e hidrológicas do Vale do Itajaí.


3.2 – Atuar (1997) de modo a que se cobre dos consórcios proprietários das hidroelétricas de Itá, Campos Novos e Machadinho apoio financeiro e técnico na implantação de sistemas de hidrologia e meteorologia em Santa Catarina.
 
3.3 – Cobrar do Governo Federal e estadual a criação (urgente) de órgão gestor dos recursos hídricos do Vale do Itajaí.
Recomendações 3.1 – Criar entidade similar ao SIMEPAR, dedicada a estudos e previsões meteorológicas e hidrológicas do Vale do Itajaí. 3.2 – Atuar (1997) de modo a que se cobre dos consórcios proprietários das hidroelétricas de Itá, Campos Novos e Machadinho apoio financeiro e técnico na implantação de sistemas de hidrologia e meteorologia em Santa Catarina.   3.3 – Cobrar do Governo Federal e estadual a criação (urgente) de órgão gestor dos recursos hídricos do Vale do Itajaí.
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Recomendações
3.1 – Criar entidade similar ao SIMEPAR, dedicada a estudos e previsões meteorológicas e hidrológicas do Vale do Itajaí.
3.2 – Atuar (1997) de modo a que se cobre dos consórcios proprietários das hidroelétricas de Itá, Campos Novos e Machadinho apoio financeiro e técnico na implantação de sistemas de hidrologia e meteorologia em Santa Catarina.
 
3.3 – Cobrar do Governo Federal e estadual a criação (urgente) de órgão gestor dos recursos hídricos do Vale do Itajaí.
Recomendações 3.1 – Criar entidade similar ao SIMEPAR, dedicada a estudos e previsões meteorológicas e hidrológicas do Vale do Itajaí. 3.2 – Atuar (1997) de modo a que se cobre dos consórcios proprietários das hidroelétricas de Itá, Campos Novos e Machadinho apoio financeiro e técnico na implantação de sistemas de hidrologia e meteorologia em Santa Catarina.   3.3 – Cobrar do Governo Federal e estadual a criação (urgente) de órgão gestor dos recursos hídricos do Vale do Itajaí.
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.7 – Cobrar das lideranças políticas, em especial aquelas a nível federal, atuação e resultados a favor do Vale do Itajaí.
.7 – Cobrar das lideranças políticas, em especial aquelas a nível federal, atuação e resultados a favor do Vale do Itajaí.
 
3.8 – Atuar para consolidação e aprimoramento das defesas civis.
 
3.9 – Exigir da União maior segurança operacional das barragens (urgentíssimo).
  
3.10 – Visitar o SIMEPAR, CEHPAR, INPE, CLIMERH e outros centros nacionais e internacionais de meteorologia e hidrologia, estabelecendo-se acordos de cooperação técnica com a Defesa Civil de Blumenau.
.7 – Cobrar das lideranças políticas, em especial aquelas a nível federal, atuação e resultados a favor do Vale do Itajaí. .7 – Cobrar das lideranças políticas, em especial aquelas a nível federal, atuação e resultados a favor do Vale do Itajaí.   3.8 – Atuar para consolidação e aprimoramento das defesas civis.   3.9 – Exigir da União maior segurança operacional das barragens (urgentíssimo).    3.10 – Visitar o SIMEPAR, CEHPAR, INPE, CLIMERH e outros centros nacionais e internacionais de meteorologia e hidrologia, estabelecendo-se acordos de cooperação técnica com a Defesa Civil de Blumenau.
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3.11 – Procurar outras fontes de recursos para os estudos e projetos de defesa do Vale do Itajaí.
3.11 – Procurar outras fontes de recursos para os estudos e projetos de defesa do Vale do Itajaí.
 
3.12 – Desapropriar e transformar em parques as áreas sujeitas a deslizamentos e enxurradas.
 
3.11 – Procurar outras fontes de recursos para os estudos e projetos de defesa do Vale do Itajaí. 3.11 – Procurar outras fontes de recursos para os estudos e projetos de defesa do Vale do Itajaí.   3.12 – Desapropriar e transformar em parques as áreas sujeitas a deslizamentos e enxurradas.  
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3.13 – Verificar possibilidade de ampliação do escopo dos projetos hidroelétricos para o Vale do Itajaí. Talvez possam ter função ampliada, ou seja, regularização da bacia do Rio Itajaí além da simples geração de energia elétrica.

3.13 – Verificar possibilidade de ampliação do escopo dos projetos hidroelétricos para o Vale do Itajaí. Talvez possam ter função ampliada, ou seja, regularização da bacia do Rio Itajaí além da simples geração de energia elétrica.
3.13 – Verificar possibilidade de ampliação do escopo dos projetos hidroelétricos para o Vale do Itajaí. Talvez possam ter função ampliada, ou seja, regularização da bacia do Rio Itajaí além da simples geração de energia elétrica. 3.13 – Verificar possibilidade de ampliação do escopo dos projetos hidroelétricos para o Vale do Itajaí. Talvez possam ter função ampliada, ou seja, regularização da bacia do Rio Itajaí além da simples geração de energia elétrica.
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3.14 – Formar com empresários e prefeituras da região a Companhia de Desenvolvimento do Vale do Itajaí (CODEVAI) para conquista de concessões de serviço público e apoio ao desenvolvimento da região.
3.14 – Formar com empresários e prefeituras da região a Companhia de Desenvolvimento do Vale do Itajaí (CODEVAI) para conquista de concessões de serviço público e apoio ao desenvolvimento da região.
 
Considerações iniciais
 
O Vale do Itajaí tem muitas situações hidrológicas alternativas, responsáveis por diversas formas de enchentes. O crescimento econômico e populacional torna o fenômeno mais perigoso, exigindo muitas providências para minimização de perdas.
Nenhum projeto isolado terá o efeito de acabar com os prejuízos causados pelas cheias. Todos aqueles permitidos pela Engenharia, em conjunto, não impedirão a ocorrência de alguma enchente, em especial as maiores. O fundamental diante deste cenário é minimizá-las e, principalmente, reduzir ao máximo os prejuízos humanos e materiais. Um bom exemplo é os Estados Unidos da América do Norte. Regiões sujeitas a furacões têm apresentado uma quantidade de acidentes fatais absolutamente desprezível em relação aos fenômenos verificados nos últimos anos. Os EUA (1997) tem 160 radares (1988 Doppler, WSR-88D, sistema NEXRAD) meteorológicos em operação e diversos recursos adicionais de previsão e monitoramento de fenômenos naturais. 
Vide internet http://www.ost.noaa.gov/eng/nexrdeng.htm.
3.14 – Formar com empresários e prefeituras da região a Companhia de Desenvolvimento do Vale do Itajaí (CODEVAI) para conquista de concessões de serviço público e apoio ao desenvolvimento da região. 3.14 – Formar com empresários e prefeituras da região a Companhia de Desenvolvimento do Vale do Itajaí (CODEVAI) para conquista de concessões de serviço público e apoio ao desenvolvimento da região.   Considerações iniciais   O Vale do Itajaí tem muitas situações hidrológicas alternativas, responsáveis por diversas formas de enchentes. O crescimento econômico e populacional torna o fenômeno mais perigoso, exigindo muitas providências para minimização de perdas. Nenhum projeto isolado terá o efeito de acabar com os prejuízos causados pelas cheias. Todos aqueles permitidos pela Engenharia, em conjunto, não impedirão a ocorrência de alguma enchente, em especial as maiores. O fundamental diante deste cenário é minimizá-las e, principalmente, reduzir ao máximo os prejuízos humanos e materiais. Um bom exemplo é os Estados Unidos da América do Norte. Regiões sujeitas a furacões têm apresentado uma quantidade de acidentes fatais absolutamente desprezível em relação aos fenômenos verificados nos últimos anos. Os EUA (1997) tem 160 radares (1988 Doppler, WSR-88D, sistema NEXRAD) meteorológicos em operação e diversos recursos adicionais de previsão e monitoramento de fenômenos naturais. Vide internet http://www.ost.noaa.gov/eng/nexrdeng.htm.
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Treinamento e normas de construção e ocupação de solo além de uma legislação e Justiça eficazes completam esse quadro de sucesso.
Treinamento e normas de construção e ocupação de solo além de uma legislação e Justiça eficazes completam esse quadro de sucesso.
A Holanda deu em 1993 um bom exemplo de como enfrentar um período de cheias. Governo e comunidades mobilizadas e coordenadas tecnicamente evitaram uma catástrofe de grandes proporções. Situada no estuário do Rio Reno, periodicamente está sujeita a grandes enchentes. Por efeito de sua expansão territorial, conquista de terras abaixo do nível do mar, tem imensa experiência na luta contra as águas.
Blumenau, pela sua condição topográfica e geográfica, está sujeita a grandes inundações, e elas poderão ser piores. A probabilidade de mudanças violentas de clima não é desprezível. A explosão de um vulcão, a formação de lagos pela construção de hidroelétricas, o aumento das manchas urbanas e o desmatamento acelerado, dependendo da região em que acontecerem, poderão alterar substancialmente o padrão climático de qualquer lugar da Terra. Todos esses fenômenos naturais e artificiais têm acontecido, modificando regiões imensas. A Terra é um planeta em mutação permanente.
Treinamento e normas de construção e ocupação de solo além de uma legislação e Justiça eficazes completam esse quadro de sucesso. Treinamento e normas de construção e ocupação de solo além de uma legislação e Justiça eficazes completam esse quadro de sucesso. A Holanda deu em 1993 um bom exemplo de como enfrentar um período de cheias. Governo e comunidades mobilizadas e coordenadas tecnicamente evitaram uma catástrofe de grandes proporções. Situada no estuário do Rio Reno, periodicamente está sujeita a grandes enchentes. Por efeito de sua expansão territorial, conquista de terras abaixo do nível do mar, tem imensa experiência na luta contra as águas. Blumenau, pela sua condição topográfica e geográfica, está sujeita a grandes inundações, e elas poderão ser piores. A probabilidade de mudanças violentas de clima não é desprezível. A explosão de um vulcão, a formação de lagos pela construção de hidroelétricas, o aumento das manchas urbanas e o desmatamento acelerado, dependendo da região em que acontecerem, poderão alterar substancialmente o padrão climático de qualquer lugar da Terra. Todos esses fenômenos naturais e artificiais têm acontecido, modificando regiões imensas. A Terra é um planeta em mutação permanente.
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No caso Vale do Itajaí as autoridades e a população precisam agir para desenvolver, simultaneamente, diversos projetos.
No caso Vale do Itajaí as autoridades e a população precisam agir para desenvolver, simultaneamente, diversos projetos.
Lembrando que as enchentes de 1852, 1880 e 1911 aconteceram quando a região ainda tinha boa cobertura vegetal, poderemos concluir que a repetição daqueles períodos provavelmente produzirá enchentes maiores que as verificadas em 1983 e 1984. Precisamos estar preparados para enfrentá-las e, se possível, minimizá-las.
O gráfico a seguir mostra a seqüência de cheias registradas em Blumenau (as cores mostram o número de ordem da enchente no ano):
No caso Vale do Itajaí as autoridades e a população precisam agir para desenvolver, simultaneamente, diversos projetos. No caso Vale do Itajaí as autoridades e a população precisam agir para desenvolver, simultaneamente, diversos projetos. Lembrando que as enchentes de 1852, 1880 e 1911 aconteceram quando a região ainda tinha boa cobertura vegetal, poderemos concluir que a repetição daqueles períodos provavelmente produzirá enchentes maiores que as verificadas em 1983 e 1984. Precisamos estar preparados para enfrentá-las e, se possível, minimizá-las. O gráfico a seguir mostra a seqüência de cheias registradas em Blumenau (as cores mostram o número de ordem da enchente no ano):
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O crescimento do número de cheias neste século mostra bem o efeito do desmatamento e impermeabilização do solo. 
O crescimento do número de cheias neste século mostra bem o efeito do desmatamento e impermeabilização do solo. 
Em 1992 entrou em operação a barragem de José Boiteaux, a maior delas. 
A conservação dessas represas exige, além da retirada de entulhos junto aos vertedores, a conservação de comportas, motores, sistemas de controle etc. Paralelamente elas devem ser operadas com critérios compatíveis a suas finalidades. Em todas elas há necessidade de supervisão permanente para se evitar sabotagens e más condições de operação no exato momento em que forem necessárias.
As três represas existentes deveriam estar operando sob critérios rigorosos. Estiveram abandonadas, constituindo-se em sério risco à população à jusante delas. Precisamos compreender que essas barragens, abandonadas, transformam-se em perigos infinitamente maiores do que se não existissem. 
 O desmonte de qualquer uma delas será inevitável se seus vertedores não derem vazão total às águas que chegarem. É um processo que jogaria no Vale, em poucas hora, milhões de metros cúbicos de água acumuladas no reservatório destruído.
O crescimento do número de cheias neste século mostra bem o efeito do desmatamento e impermeabilização do solo. O crescimento do número de cheias neste século mostra bem o efeito do desmatamento e impermeabilização do solo. Em 1992 entrou em operação a barragem de José Boiteaux, a maior delas. A conservação dessas represas exige, além da retirada de entulhos junto aos vertedores, a conservação de comportas, motores, sistemas de controle etc. Paralelamente elas devem ser operadas com critérios compatíveis a suas finalidades. Em todas elas há necessidade de supervisão permanente para se evitar sabotagens e más condições de operação no exato momento em que forem necessárias. As três represas existentes deveriam estar operando sob critérios rigorosos. Estiveram abandonadas, constituindo-se em sério risco à população à jusante delas. Precisamos compreender que essas barragens, abandonadas, transformam-se em perigos infinitamente maiores do que se não existissem.  O desmonte de qualquer uma delas será inevitável se seus vertedores não derem vazão total às águas que chegarem. É um processo que jogaria no Vale, em poucas hora, milhões de metros cúbicos de água acumuladas no reservatório destruído.
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Assusta ver como este assunto tem sido tratado. A principal e antiga constatação é que não se deve delegar a pessoas distantes a própria segurança. Repartições públicas em Brasília ou Florianópolis não são ambientes adequados à responsabilidade da proteção do Vale do Itajaí.
Assusta ver como este assunto tem sido tratado. A principal e antiga constatação é que não se deve delegar a pessoas distantes a própria segurança. Repartições públicas em Brasília ou Florianópolis não são ambientes adequados à responsabilidade da proteção do Vale do Itajaí.
O povo do Vale do Itajaí precisa, com urgência, encontrar uma forma institucional, própria e local de administração das barragens do Vale do Itajaí. Os exemplos de desleixo são freqüentes e numerosos demais para que se possa ignorar o assunto.
 
 
 
 
Assusta ver como este assunto tem sido tratado. A principal e antiga constatação é que não se deve delegar a pessoas distantes a própria segurança. Repartições públicas em Brasília ou Florianópolis não são ambientes adequados à responsabilidade da proteção do Vale do Itajaí. Assusta ver como este assunto tem sido tratado. A principal e antiga constatação é que não se deve delegar a pessoas distantes a própria segurança. Repartições públicas em Brasília ou Florianópolis não são ambientes adequados à responsabilidade da proteção do Vale do Itajaí. O povo do Vale do Itajaí precisa, com urgência, encontrar uma forma institucional, própria e local de administração das barragens do Vale do Itajaí. Os exemplos de desleixo são freqüentes e numerosos demais para que se possa ignorar o assunto.        
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Há necessidade de estudos conduzidos por profissionais sérios, responsáveis e sem paixões ou teses pré concebidas. A honestidade intelectual é essencial a um trabalho científico, ainda mais com a responsabilidade das questões em foco.
Há necessidade de estudos conduzidos por profissionais sérios, responsáveis e sem paixões ou teses pré concebidas. A honestidade intelectual é essencial a um trabalho científico, ainda mais com a responsabilidade das questões em foco.
Evidentemente o desmatamento cria um tipo de catástrofe especialmente perigosa, que é a enxurrada. Para enfrentá-las é importante uma política de ocupação de solo adequada e aplicada com rigor. Paralelamente a recuperação da cobertura florestal em certas áreas é recomendável.
Há necessidade de estudos conduzidos por profissionais sérios, responsáveis e sem paixões ou teses pré concebidas. A honestidade intelectual é essencial a um trabalho científico, ainda mais com a responsabilidade das questões em foco. Há necessidade de estudos conduzidos por profissionais sérios, responsáveis e sem paixões ou teses pré concebidas. A honestidade intelectual é essencial a um trabalho científico, ainda mais com a responsabilidade das questões em foco. Evidentemente o desmatamento cria um tipo de catástrofe especialmente perigosa, que é a enxurrada. Para enfrentá-las é importante uma política de ocupação de solo adequada e aplicada com rigor. Paralelamente a recuperação da cobertura florestal em certas áreas é recomendável.
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A possibilidade de construção de mais barragens deve existir, merecendo o apoio da população se dentro de um plano bem feito de controle de cheias.
A possibilidade de construção de mais barragens deve existir, merecendo o apoio da população se dentro de um plano bem feito de controle de cheias.
A possibilidade de construção de mais barragens deve existir, merecendo o apoio da população se dentro de um plano bem feito de controle de cheias. A possibilidade de construção de mais barragens deve existir, merecendo o apoio da população se dentro de um plano bem feito de controle de cheias.
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Enchentes de Blumenau registradas até 1997
Enchentes de Blumenau registradas até 1997
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Ações típicas
Ações típicas
 
Para visualização rápida do que deve ser feito para defesa do povo de Blumenau contra as enchentes podemos relacionar o seguinte:
 
Projetos de engenharia típicos
 
Genericamente podemos relacionar as seguintes propostas de engenharia para defesa da cidade de Blumenau contra os efeitos das grandes enchentes: 
 
Barragens
Dragagem
Muros de arrimo
Retificação de rios
Túneis de desvio ou extravasores
Canais extravasores
Reflorestamento
Bombeamento, mudança de bacia
Monitoramento e previsão de níveis hidrológicos
Meteorologia
Deslocamento de população e instalações
Aprofundamento do leito do Rio Itajaí
 
Ações típicas Ações típicas   Para visualização rápida do que deve ser feito para defesa do povo de Blumenau contra as enchentes podemos relacionar o seguinte:   Projetos de engenharia típicos   Genericamente podemos relacionar as seguintes propostas de engenharia para defesa da cidade de Blumenau contra os efeitos das grandes enchentes:   Barragens Dragagem Muros de arrimo Retificação de rios Túneis de desvio ou extravasores Canais extravasores Reflorestamento Bombeamento, mudança de bacia Monitoramento e previsão de níveis hidrológicos Meteorologia Deslocamento de população e instalações Aprofundamento do leito do Rio Itajaí  
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Projetos sociais
Projetos sociais
 
Treinamento
Mídia
Socorro
 
Atos típicos
 

Treinamento
Alerta
Prevenção
Controle
Sobrevivência
Recuperação
Projetos sociais Projetos sociais   Treinamento Mídia Socorro   Atos típicos   Treinamento Alerta Prevenção Controle Sobrevivência Recuperação
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Obras em perspectiva
Obras em perspectiva
 
Projeto JICA

Dentro das informações e consultas que fizemos entendemos que não se deve obstruir o andamento deste projeto. É muito difícil chegar ao ponto conquistado, ou seja, obtenção de crédito com todo o circuito federal e japonês vencido. O valor exato das obras poderá ser maior ou menor que o indicado nos estudos preliminares.
Há questões polêmicas que poderão ser superadas com um diálogo técnico inteligente.
Obras em perspectiva Obras em perspectiva   Projeto JICA Dentro das informações e consultas que fizemos entendemos que não se deve obstruir o andamento deste projeto. É muito difícil chegar ao ponto conquistado, ou seja, obtenção de crédito com todo o circuito federal e japonês vencido. O valor exato das obras poderá ser maior ou menor que o indicado nos estudos preliminares. Há questões polêmicas que poderão ser superadas com um diálogo técnico inteligente.
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Evidentemente o conjunto de obras proposto pela JICA terá impactos ambientais, que deverão ser compensados. 
Evidentemente o conjunto de obras proposto pela JICA terá impactos ambientais, que deverão ser compensados. 
O pior deles, contudo, será permanecermos na imobilidade. O grande impacto será o das águas sobre a população do Vale do Itajaí. 

A natureza não espera. 
Os impasses verificados são extremamente perigosos à medida que aumentam a exposição da população a catástrofes maiores.

Falhas deverão ser apontadas por estudos equivalentes ou mais detalhados. Para tanto considero importante a contratação urgente de consultoria especializada no assunto (CEHPAR+FURB ?).
Evidentemente o conjunto de obras proposto pela JICA terá impactos ambientais, que deverão ser compensados. Evidentemente o conjunto de obras proposto pela JICA terá impactos ambientais, que deverão ser compensados. O pior deles, contudo, será permanecermos na imobilidade. O grande impacto será o das águas sobre a população do Vale do Itajaí. A natureza não espera. Os impasses verificados são extremamente perigosos à medida que aumentam a exposição da população a catástrofes maiores. Falhas deverão ser apontadas por estudos equivalentes ou mais detalhados. Para tanto considero importante a contratação urgente de consultoria especializada no assunto (CEHPAR+FURB ?).
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O Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza ( E-mail: cehpar@ceh.copel.br) tem enorme experiência na análise do comportamento dos rios do sul do Brasil. Poderiam, inclusive, desenvolver em Blumenau um laboratório de hidráulica para estudos permanentes do Vale do Itajaí (FURB?).
O Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza ( E-mail: cehpar@ceh.copel.br) tem enorme experiência na análise do comportamento dos rios do sul do Brasil. Poderiam, inclusive, desenvolver em Blumenau um laboratório de hidráulica para estudos permanentes do Vale do Itajaí (FURB?).
Com análises complementares poderemos alterar certos projetos. Há tempo para isto sem prejudicar o essencial. À jusante de Blumenau tudo o que está previsto para o Rio Itajaí Açu é bom para a cidade, entre eles o canal extravasor de Navegantes.
A dragagem, interrompida, é também muito necessária em muitos pontos. Feita com critério e cuidados, que a mais elementar engenharia recomenda, contribuirá para a redução das cotas das cheias.
Note-se que todas as obras terão este efeito, ou seja, diminuir a altura das grandes enchentes. Não irão eliminá-las.
O Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza ( E-mail: cehpar@ceh.copel.br) tem enorme experiência na análise do comportamento dos rios do sul do Brasil. Poderiam, inclusive, desenvolver em Blumenau um laboratório de hidráulica para estudos permanentes do Vale do Itajaí (FURB?). O Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza ( E-mail: cehpar@ceh.copel.br) tem enorme experiência na análise do comportamento dos rios do sul do Brasil. Poderiam, inclusive, desenvolver em Blumenau um laboratório de hidráulica para estudos permanentes do Vale do Itajaí (FURB?). Com análises complementares poderemos alterar certos projetos. Há tempo para isto sem prejudicar o essencial. À jusante de Blumenau tudo o que está previsto para o Rio Itajaí Açu é bom para a cidade, entre eles o canal extravasor de Navegantes. A dragagem, interrompida, é também muito necessária em muitos pontos. Feita com critério e cuidados, que a mais elementar engenharia recomenda, contribuirá para a redução das cotas das cheias. Note-se que todas as obras terão este efeito, ou seja, diminuir a altura das grandes enchentes. Não irão eliminá-las.
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O alargamento do canal Rio Itajaí é obra lógica e sensível até pelos efeitos da erosão em suas margens, mostrando que o rio quer mais espaço. Em alguns lugares existem estrangulamentos rochosos, qualquer obra nesses locais terá custo elevadíssimo. Se viabilizado à jusante de nossa cidade, teremos bons resultados em Blumenau. Obras que aumentem a velocidade de escoamento agravam a situação das cidades à jusante. Devem ser feitas da foz para as nascentes. Por isto é importante o canal extravasor de Navegantes ou Piçarras. Tendo comportas e sendo acionado apenas quando o volume das águas o exigir, não criará problemas maiores ao Porto de Itajaí.
O alargamento do canal Rio Itajaí é obra lógica e sensível até pelos efeitos da erosão em suas margens, mostrando que o rio quer mais espaço. Em alguns lugares existem estrangulamentos rochosos, qualquer obra nesses locais terá custo elevadíssimo. Se viabilizado à jusante de nossa cidade, teremos bons resultados em Blumenau. Obras que aumentem a velocidade de escoamento agravam a situação das cidades à jusante. Devem ser feitas da foz para as nascentes. Por isto é importante o canal extravasor de Navegantes ou Piçarras. Tendo comportas e sendo acionado apenas quando o volume das águas o exigir, não criará problemas maiores ao Porto de Itajaí.
Fomos informados de que há alternativa melhor que a de Navegantes. Se verdadeira esta hipótese, deveremos retomá-la pois não se admite abandoná-la por efeito de conveniências políticas menores.
É importante que se lembre que este não será o único pacote a ser feito. Alguns projetos importantes não foram contemplados por este financiamento. Eventualmente poder-se-á construir uma ou mais hidroelétricas no Vale do Itajaí, que tenham a dupla função de regulagem de vazão e geração de energia.
A região precisa ter, com urgência, sistema de meteorologia próprio e rede tão extensa quanto possível de estações de aquisição de dados para cálculos hidrológicos e acompanhamento climatológico.
O alargamento do canal Rio Itajaí é obra lógica e sensível até pelos efeitos da erosão em suas margens, mostrando que o rio quer mais espaço. Em alguns lugares existem estrangulamentos rochosos, qualquer obra nesses locais terá custo elevadíssimo. Se viabilizado à jusante de nossa cidade, teremos bons resultados em Blumenau. Obras que aumentem a velocidade de escoamento agravam a situação das cidades à jusante. Devem ser feitas da foz para as nascentes. Por isto é importante o canal extravasor de Navegantes ou Piçarras. Tendo comportas e sendo acionado apenas quando o volume das águas o exigir, não criará problemas maiores ao Porto de Itajaí. O alargamento do canal Rio Itajaí é obra lógica e sensível até pelos efeitos da erosão em suas margens, mostrando que o rio quer mais espaço. Em alguns lugares existem estrangulamentos rochosos, qualquer obra nesses locais terá custo elevadíssimo. Se viabilizado à jusante de nossa cidade, teremos bons resultados em Blumenau. Obras que aumentem a velocidade de escoamento agravam a situação das cidades à jusante. Devem ser feitas da foz para as nascentes. Por isto é importante o canal extravasor de Navegantes ou Piçarras. Tendo comportas e sendo acionado apenas quando o volume das águas o exigir, não criará problemas maiores ao Porto de Itajaí. Fomos informados de que há alternativa melhor que a de Navegantes. Se verdadeira esta hipótese, deveremos retomá-la pois não se admite abandoná-la por efeito de conveniências políticas menores. É importante que se lembre que este não será o único pacote a ser feito. Alguns projetos importantes não foram contemplados por este financiamento. Eventualmente poder-se-á construir uma ou mais hidroelétricas no Vale do Itajaí, que tenham a dupla função de regulagem de vazão e geração de energia. A região precisa ter, com urgência, sistema de meteorologia próprio e rede tão extensa quanto possível de estações de aquisição de dados para cálculos hidrológicos e acompanhamento climatológico.
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Infelizmente o projeto JICA não contemplou estes recursos.
Infelizmente o projeto JICA não contemplou estes recursos.
Infelizmente o projeto JICA não contemplou estes recursos. Infelizmente o projeto JICA não contemplou estes recursos.
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SIMEVALE
SIMEVALE
 
As lideranças do Vale do Itajaí precisam lutar pela implantação de um sistema próprio de meteorologia e hidrologia. A FURB já possui um embrião do que deverá ser esta instituição (CEOPS). O modelo a ser observado é o do SIMEPAR. Uma fundação precisa ser criada em consórcio com a FURB, PMB, outras prefeituras do Vale e entidades privadas interessadas em cooperar.
O SIMEVALE dedicar-se-ia às previsões e análises de clima e todos os fenômenos relativos às enchentes.

Há recursos no Brasil e no exterior para financiamento e subsídio a este tipo de entidade. Há necessidade, contudo, de constituí-la juridicamente e se desenvolver um anteprojeto para obtenção de apoio financeiro e técnico.
O SIMEVALE será extremamente importante ao trabalho de alerta antes, durante e após as grandes cheias. 1983 e 1984 mostraram bem a falta de um recurso desta espécie. Muito se perdeu por falta de previsões e comunicação adequada.
Uma entidade técnica desta natureza, com natureza operacional, plantão permanente, recursos assegurados e operada por técnicos competentes é o que se espera encontrar em uma cidade tão desenvolvida industrialmente como é Blumenau.
SIMEVALE SIMEVALE   As lideranças do Vale do Itajaí precisam lutar pela implantação de um sistema próprio de meteorologia e hidrologia. A FURB já possui um embrião do que deverá ser esta instituição (CEOPS). O modelo a ser observado é o do SIMEPAR. Uma fundação precisa ser criada em consórcio com a FURB, PMB, outras prefeituras do Vale e entidades privadas interessadas em cooperar. O SIMEVALE dedicar-se-ia às previsões e análises de clima e todos os fenômenos relativos às enchentes. Há recursos no Brasil e no exterior para financiamento e subsídio a este tipo de entidade. Há necessidade, contudo, de constituí-la juridicamente e se desenvolver um anteprojeto para obtenção de apoio financeiro e técnico. O SIMEVALE será extremamente importante ao trabalho de alerta antes, durante e após as grandes cheias. 1983 e 1984 mostraram bem a falta de um recurso desta espécie. Muito se perdeu por falta de previsões e comunicação adequada. Uma entidade técnica desta natureza, com natureza operacional, plantão permanente, recursos assegurados e operada por técnicos competentes é o que se espera encontrar em uma cidade tão desenvolvida industrialmente como é Blumenau.
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Meteorologistas e recursos para previsão hidro meteorológica poderão dar maior precisão e detalhes em cima das informações oferecidas pelo INPE, Ministério da Aeronáutica, CLIMERH, SIMEPAR (internet http://www.simepar.br) e sistemas internacionais dedicados ao assunto. A formação de bancos de dados específicos assim como a análise permanente são essenciais ao aprimoramento aos serviços pretendidos.
Meteorologistas e recursos para previsão hidro meteorológica poderão dar maior precisão e detalhes em cima das informações oferecidas pelo INPE, Ministério da Aeronáutica, CLIMERH, SIMEPAR (internet http://www.simepar.br) e sistemas internacionais dedicados ao assunto. A formação de bancos de dados específicos assim como a análise permanente são essenciais ao aprimoramento aos serviços pretendidos.
Note-se que os grandes centros de meteorologia desenvolvem análises e modelos em grandes escalas. Uma equipe dedicada ao Vale do Itajaí desenvolveria formas com precisão adequada aos interesses da região (mezoescala). É um trabalho demorado, exigindo equipe dedicada ao assunto. Esses profissionais acompanhariam os progressos técnicos em suas áreas de atuação. E neste trabalho seria importante o intercâmbio técnico com os melhores centros mundiais em Defesa Civil.
No SIMEVALE ou CEOPS, ou SIAVALE, ou SIAMVALE ou qual for a denominação escolhida poderemos centralizar os serviços de hidrologia e meteorologia. 
Uma das atividades pouco lembradas e muito importante para análise de sinistros, segurança pessoal e complementação da análise de fenômenos atmosféricos é o rastreamento e registro de tempestades elétricas.
Meteorologistas e recursos para previsão hidro meteorológica poderão dar maior precisão e detalhes em cima das informações oferecidas pelo INPE, Ministério da Aeronáutica, CLIMERH, SIMEPAR (internet http://www.simepar.br) e sistemas internacionais dedicados ao assunto. A formação de bancos de dados específicos assim como a análise permanente são essenciais ao aprimoramento aos serviços pretendidos. Meteorologistas e recursos para previsão hidro meteorológica poderão dar maior precisão e detalhes em cima das informações oferecidas pelo INPE, Ministério da Aeronáutica, CLIMERH, SIMEPAR (internet http://www.simepar.br) e sistemas internacionais dedicados ao assunto. A formação de bancos de dados específicos assim como a análise permanente são essenciais ao aprimoramento aos serviços pretendidos. Note-se que os grandes centros de meteorologia desenvolvem análises e modelos em grandes escalas. Uma equipe dedicada ao Vale do Itajaí desenvolveria formas com precisão adequada aos interesses da região (mezoescala). É um trabalho demorado, exigindo equipe dedicada ao assunto. Esses profissionais acompanhariam os progressos técnicos em suas áreas de atuação. E neste trabalho seria importante o intercâmbio técnico com os melhores centros mundiais em Defesa Civil. No SIMEVALE ou CEOPS, ou SIAVALE, ou SIAMVALE ou qual for a denominação escolhida poderemos centralizar os serviços de hidrologia e meteorologia. Uma das atividades pouco lembradas e muito importante para análise de sinistros, segurança pessoal e complementação da análise de fenômenos atmosféricos é o rastreamento e registro de tempestades elétricas.
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O SIMEPAR já tem operando seu sistema, o que lhe permite avaliar tormentas e coletar dados que permitirão o levantamento do mapa isocerâunico do estado do Paraná além de todos os demais benefícios deste tipo de serviço.

O SIMEPAR já tem operando seu sistema, o que lhe permite avaliar tormentas e coletar dados que permitirão o levantamento do mapa isocerâunico do estado do Paraná além de todos os demais benefícios deste tipo de serviço.

 
No Paraná o idealizador e estruturador do SIMEPAR foi o eng. Marcos de Lacerda Pessoa, Ph.D. (E mail: marcoslacerda@pessoa.com). Suas coordenadas são:
Rua Francisco Rocha, 1830, apto. 102, 80730-390, Curitiba, telefone 041 3353828, fax 041 252 2515.
O SIMEPAR já tem operando seu sistema, o que lhe permite avaliar tormentas e coletar dados que permitirão o levantamento do mapa isocerâunico do estado do Paraná além de todos os demais benefícios deste tipo de serviço. O SIMEPAR já tem operando seu sistema, o que lhe permite avaliar tormentas e coletar dados que permitirão o levantamento do mapa isocerâunico do estado do Paraná além de todos os demais benefícios deste tipo de serviço.   No Paraná o idealizador e estruturador do SIMEPAR foi o eng. Marcos de Lacerda Pessoa, Ph.D. (E mail: marcoslacerda@pessoa.com). Suas coordenadas são: Rua Francisco Rocha, 1830, apto. 102, 80730-390, Curitiba, telefone 041 3353828, fax 041 252 2515.
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Barragens
Barragens
 
O grande recurso de contenção de cheias e regularização da bacia do Rio Itajaí é a construção e operação adequada de barragens. Lamentavelmente a situação atual é de abandono, fazendo das represas existentes um grande risco à população do Vale do Itajaí. É absolutamente urgente a organização e implementação de uma estrutura permanente de manutenção e operação das três represas existentes.

A viabilização do serviço de operação e manutenção, sem acrescentar novos impostos à população local, poderá ser através da instalação nessas barragens de pequenas centrais hidroelétricas (PCHs). Outros aproveitamentos, como o do Salto do Pilão, talvez contribuam com uma lógica de regularização do Rio Itajaí em períodos de grande pluviosidade, se feitos alguns ajustes nos projetos puramente energéticos. Note-se que muitas áreas deverão ser desapropriadas e mantidas como reservas inundáveis. Nesses locais poder-se-ia permitir exploração econômica condicionada. Florestas também seriam preservadas. Evidentemente elas acabariam tendo padrão ajustado às condições operacionais das represas. Especialistas em ecologia deverão contribuir com uma ação de sustentação da fauna e flora nativa, dentro dessas condicionantes.
Barragens Barragens   O grande recurso de contenção de cheias e regularização da bacia do Rio Itajaí é a construção e operação adequada de barragens. Lamentavelmente a situação atual é de abandono, fazendo das represas existentes um grande risco à população do Vale do Itajaí. É absolutamente urgente a organização e implementação de uma estrutura permanente de manutenção e operação das três represas existentes. A viabilização do serviço de operação e manutenção, sem acrescentar novos impostos à população local, poderá ser através da instalação nessas barragens de pequenas centrais hidroelétricas (PCHs). Outros aproveitamentos, como o do Salto do Pilão, talvez contribuam com uma lógica de regularização do Rio Itajaí em períodos de grande pluviosidade, se feitos alguns ajustes nos projetos puramente energéticos. Note-se que muitas áreas deverão ser desapropriadas e mantidas como reservas inundáveis. Nesses locais poder-se-ia permitir exploração econômica condicionada. Florestas também seriam preservadas. Evidentemente elas acabariam tendo padrão ajustado às condições operacionais das represas. Especialistas em ecologia deverão contribuir com uma ação de sustentação da fauna e flora nativa, dentro dessas condicionantes.
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A definição de projetos precisa ser precedida e acompanhada de estudos tão profundos e detalhados quanto possível. Para tanto seria importante encontrar-se fontes de financiamento. Infelizmente o trabalho da JICA tem falhas que o comprometem, de acordo com a opinião de diversos especialistas, que dele tomaram conhecimento. Com todas as suas falhas, entretanto, propõe obras que contribuirão para a minimização das enchentes, principalmente para as cidades do Baixo Vale do Itajaí.
A definição de projetos precisa ser precedida e acompanhada de estudos tão profundos e detalhados quanto possível. Para tanto seria importante encontrar-se fontes de financiamento. Infelizmente o trabalho da JICA tem falhas que o comprometem, de acordo com a opinião de diversos especialistas, que dele tomaram conhecimento. Com todas as suas falhas, entretanto, propõe obras que contribuirão para a minimização das enchentes, principalmente para as cidades do Baixo Vale do Itajaí.
Represas e diques são importantes mas deverão ser construídos prevendo-se as piores cheias, que a estatística e cálculo de probabilidades recomendam dentro dos padrões de análise de engenharia.
Os estudos feitos para a construção da Usina de Salto Pilão apontam para vazões decamilenares superiores a 8000 metros cúbicos por segundo no local da barragem (vide gráfico).
A definição de projetos precisa ser precedida e acompanhada de estudos tão profundos e detalhados quanto possível. Para tanto seria importante encontrar-se fontes de financiamento. Infelizmente o trabalho da JICA tem falhas que o comprometem, de acordo com a opinião de diversos especialistas, que dele tomaram conhecimento. Com todas as suas falhas, entretanto, propõe obras que contribuirão para a minimização das enchentes, principalmente para as cidades do Baixo Vale do Itajaí. A definição de projetos precisa ser precedida e acompanhada de estudos tão profundos e detalhados quanto possível. Para tanto seria importante encontrar-se fontes de financiamento. Infelizmente o trabalho da JICA tem falhas que o comprometem, de acordo com a opinião de diversos especialistas, que dele tomaram conhecimento. Com todas as suas falhas, entretanto, propõe obras que contribuirão para a minimização das enchentes, principalmente para as cidades do Baixo Vale do Itajaí. Represas e diques são importantes mas deverão ser construídos prevendo-se as piores cheias, que a estatística e cálculo de probabilidades recomendam dentro dos padrões de análise de engenharia. Os estudos feitos para a construção da Usina de Salto Pilão apontam para vazões decamilenares superiores a 8000 metros cúbicos por segundo no local da barragem (vide gráfico).
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Em Blumenau, dentro da mesma técnica de cálculo provavelmente a vazão nesta condição chegaria a mais de 9000 mil metros cúbicos por segundo (~50% maior que a de 1911). Isto mostra a importância da construção de barragens ou circuitos alternativos para as águas à montante de Blumenau. Sempre é bom lembrar que a eficácia das barragens depende essencialmente de lógicas operacionais ajustadas a previsões de vazão e meteorológicas.
Em Blumenau, dentro da mesma técnica de cálculo provavelmente a vazão nesta condição chegaria a mais de 9000 mil metros cúbicos por segundo (~50% maior que a de 1911). Isto mostra a importância da construção de barragens ou circuitos alternativos para as águas à montante de Blumenau. Sempre é bom lembrar que a eficácia das barragens depende essencialmente de lógicas operacionais ajustadas a previsões de vazão e meteorológicas.
Qual a probabilidade de termos níveis de precipitação maiores que os registrados? Quais seriam as vazões decamilenares? Os vertedores suportam essas vazões? Como seriam operadas nessas ocasiões?
Atualmente a responsabilidade pela manutenção das represas é da União e Estado de Santa Catarina, por efeito de convênio. Há previsão de recursos para recuperação dessas instalações até o final de 1998. 
O DEOH, sob o comando do Dr. Mário Celso Bittencourt (tel. 048 248 8755), tem a responsabilidade de realizar manutenções e operar as barragens.
Em Blumenau, dentro da mesma técnica de cálculo provavelmente a vazão nesta condição chegaria a mais de 9000 mil metros cúbicos por segundo (~50% maior que a de 1911). Isto mostra a importância da construção de barragens ou circuitos alternativos para as águas à montante de Blumenau. Sempre é bom lembrar que a eficácia das barragens depende essencialmente de lógicas operacionais ajustadas a previsões de vazão e meteorológicas. Em Blumenau, dentro da mesma técnica de cálculo provavelmente a vazão nesta condição chegaria a mais de 9000 mil metros cúbicos por segundo (~50% maior que a de 1911). Isto mostra a importância da construção de barragens ou circuitos alternativos para as águas à montante de Blumenau. Sempre é bom lembrar que a eficácia das barragens depende essencialmente de lógicas operacionais ajustadas a previsões de vazão e meteorológicas. Qual a probabilidade de termos níveis de precipitação maiores que os registrados? Quais seriam as vazões decamilenares? Os vertedores suportam essas vazões? Como seriam operadas nessas ocasiões? Atualmente a responsabilidade pela manutenção das represas é da União e Estado de Santa Catarina, por efeito de convênio. Há previsão de recursos para recuperação dessas instalações até o final de 1998. O DEOH, sob o comando do Dr. Mário Celso Bittencourt (tel. 048 248 8755), tem a responsabilidade de realizar manutenções e operar as barragens.
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Dragagem e alargamento do canal do Rio Itajaí Açu
Dragagem e alargamento do canal do Rio Itajaí Açu
 
Em alguns lugares o Rio Itajaí apresenta um estreitamento de seu leito rumo ao Oceano Atlântico. Noutros locais nota-se a desagregação das margens, contribuindo para o assoreamento do rio mas indicando a possibilidade de alargamento e ajustes, que aumentem a vazão do rio.
A construção das três represas existentes aconteceu por efeito de muitas desgraças e reivindicações. Outras ações no Vale dependerão dessa guerra política e da avaliação dos custos e benefícios. Em princípio parece-nos válido estudar com atenção essas ações, algumas delas já dentro do elenco de obras propostas pela JICA.
Entre Blumenau e Itajaí, para a cidade de Blumenau, as obras mais efetivas seriam exatamente estas, ou seja, dragagem e alargamento da calha do Rio Itajaí. Em Itajaí, a construção do molhe para operacionalização de seu porto provavelmente agravou o problema das enchentes no Baixo Vale . Em 1911 o rio aumentou, a seu critério, a barra em quase setecentos metros, mostrando que precisava de espaço para encontrar o oceano. Essa enchente deveria ser melhor analisada pois, certamente, traria boas lições. Infelizmente as universidades locais direcionaram seus potenciais para a questão ambiental, esquecendo os problemas de hidrologia.
 
Dragagem e alargamento do canal do Rio Itajaí Açu Dragagem e alargamento do canal do Rio Itajaí Açu   Em alguns lugares o Rio Itajaí apresenta um estreitamento de seu leito rumo ao Oceano Atlântico. Noutros locais nota-se a desagregação das margens, contribuindo para o assoreamento do rio mas indicando a possibilidade de alargamento e ajustes, que aumentem a vazão do rio. A construção das três represas existentes aconteceu por efeito de muitas desgraças e reivindicações. Outras ações no Vale dependerão dessa guerra política e da avaliação dos custos e benefícios. Em princípio parece-nos válido estudar com atenção essas ações, algumas delas já dentro do elenco de obras propostas pela JICA. Entre Blumenau e Itajaí, para a cidade de Blumenau, as obras mais efetivas seriam exatamente estas, ou seja, dragagem e alargamento da calha do Rio Itajaí. Em Itajaí, a construção do molhe para operacionalização de seu porto provavelmente agravou o problema das enchentes no Baixo Vale . Em 1911 o rio aumentou, a seu critério, a barra em quase setecentos metros, mostrando que precisava de espaço para encontrar o oceano. Essa enchente deveria ser melhor analisada pois, certamente, traria boas lições. Infelizmente as universidades locais direcionaram seus potenciais para a questão ambiental, esquecendo os problemas de hidrologia.  
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Aprofundamento do leito do Rio Itajaí e afluentes
Aprofundamento do leito do Rio Itajaí e afluentes
 
Principalmente em períodos de estiagem nota-se com clareza a possibilidade de aprofundamento do leito do Rio Itajaí em Blumenau e seus afluentes. É uma obra óbvia que poderia ser considerada nos estudos adiante.
Evidentemente haverá resistências de ecologistas mas é mais um recurso, que poderá contribuir para a redução do nível das enchentes na cidade. Sempre é bom lembrar que uma enchente é um processo de acumulação de águas. O aumento da capacidade de vazão é fundamental à diminuição do nível das enchentes.
Talvez esta seja a de menor eficácia entre as muitas hipóteses de ajustes. A análise de alternativas, contudo, precisaria ser feita explorando-se ao máximo cada recurso. 

Reprojeto e reforma das usinas hidroelétricas existentes
 
As usinas hidroelétricas existentes no Vale do Rio Itajaí deveriam ser reanalisadas. Talvez mereçam reformas que as modernizem e, talvez, permitindo-lhes contribuir para uma lógica de regularização do Rio Itajaí Açu.
Aprofundamento do leito do Rio Itajaí e afluentes Aprofundamento do leito do Rio Itajaí e afluentes   Principalmente em períodos de estiagem nota-se com clareza a possibilidade de aprofundamento do leito do Rio Itajaí em Blumenau e seus afluentes. É uma obra óbvia que poderia ser considerada nos estudos adiante. Evidentemente haverá resistências de ecologistas mas é mais um recurso, que poderá contribuir para a redução do nível das enchentes na cidade. Sempre é bom lembrar que uma enchente é um processo de acumulação de águas. O aumento da capacidade de vazão é fundamental à diminuição do nível das enchentes. Talvez esta seja a de menor eficácia entre as muitas hipóteses de ajustes. A análise de alternativas, contudo, precisaria ser feita explorando-se ao máximo cada recurso. Reprojeto e reforma das usinas hidroelétricas existentes   As usinas hidroelétricas existentes no Vale do Rio Itajaí deveriam ser reanalisadas. Talvez mereçam reformas que as modernizem e, talvez, permitindo-lhes contribuir para uma lógica de regularização do Rio Itajaí Açu.
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Muros de arrimo
Muros de arrimo
 
A ampliação da Beira Rio e construção equivalente na margem esquerda são recursos importantes para o aumento da velocidade das águas, além de possibilitar a construção de avenidas ao longo do rio.
Evidentemente são obras que exigem estudos detalhados para cumprirem suas finalidades. Não podem, arbitrariamente, ser descartadas. 
A questão ecológica é importante mas a preservação de fauna e flora selvagem em áreas urbanas é uma utopia. A poluição e agressões de toda espécie terminam por destruir o que existir. 
A compensação ecológica deve ser prevista em áreas de preservação, preferencialmente dentro de parques severamente vigiados.
A sobrevivência da Humanidade está diretamente e urgentemente ligada a uma convivência inteligente com a natureza em seu conjunto
Muros de arrimo Muros de arrimo   A ampliação da Beira Rio e construção equivalente na margem esquerda são recursos importantes para o aumento da velocidade das águas, além de possibilitar a construção de avenidas ao longo do rio. Evidentemente são obras que exigem estudos detalhados para cumprirem suas finalidades. Não podem, arbitrariamente, ser descartadas. A questão ecológica é importante mas a preservação de fauna e flora selvagem em áreas urbanas é uma utopia. A poluição e agressões de toda espécie terminam por destruir o que existir. A compensação ecológica deve ser prevista em áreas de preservação, preferencialmente dentro de parques severamente vigiados. A sobrevivência da Humanidade está diretamente e urgentemente ligada a uma convivência inteligente com a natureza em seu conjunto
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Um bom efeito dos muros de arrimo é diminuir o assoreamento do rio. Em Blumenau nota-se claramente o efeito do desmonte das margens pelo próprio Rio Itajaí. A terra vai para a calha do rio e, nas margens, o risco de desabamento aumenta.

Um bom efeito dos muros de arrimo é diminuir o assoreamento do rio. Em Blumenau nota-se claramente o efeito do desmonte das margens pelo próprio Rio Itajaí. A terra vai para a calha do rio e, nas margens, o risco de desabamento aumenta.
 
Deslocamento de populações, reurbanização
 
A cidade de Blumenau precisa evitar a ocupação de locais de maior risco, atuação já bem definida e desenvolvida pela PMB.
O crescimento populacional, contudo, é inevitável. A construção de prédios ao longo do Rio Itajaí está formando um canal e reduzindo áreas de espraiamento em ocasiões de grandes cheias.
No município de Blumenau  (1997) existem áreas que poderiam ser objeto de um plano de ocupação ordenado, inteligente, criando-se uma nova cidade e inibindo-se o desenvolvimento das regiões mais baixas.
 
Um bom efeito dos muros de arrimo é diminuir o assoreamento do rio. Em Blumenau nota-se claramente o efeito do desmonte das margens pelo próprio Rio Itajaí. A terra vai para a calha do rio e, nas margens, o risco de desabamento aumenta. Um bom efeito dos muros de arrimo é diminuir o assoreamento do rio. Em Blumenau nota-se claramente o efeito do desmonte das margens pelo próprio Rio Itajaí. A terra vai para a calha do rio e, nas margens, o risco de desabamento aumenta.   Deslocamento de populações, reurbanização   A cidade de Blumenau precisa evitar a ocupação de locais de maior risco, atuação já bem definida e desenvolvida pela PMB. O crescimento populacional, contudo, é inevitável. A construção de prédios ao longo do Rio Itajaí está formando um canal e reduzindo áreas de espraiamento em ocasiões de grandes cheias. No município de Blumenau (1997) existem áreas que poderiam ser objeto de um plano de ocupação ordenado, inteligente, criando-se uma nova cidade e inibindo-se o desenvolvimento das regiões mais baixas.  
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A cidade precisa de um plano de médio e longo prazo considerando a inevitabilidade do crescimento urbano, desejável por aqueles que sonham com uma cidade poderosa mas extremamente crítico sob o ponto de vista em questão, agravamento das enchentes.
A cidade precisa de um plano de médio e longo prazo considerando a inevitabilidade do crescimento urbano, desejável por aqueles que sonham com uma cidade poderosa mas extremamente crítico sob o ponto de vista em questão, agravamento das enchentes.
A cidade precisa de um plano de médio e longo prazo. Considerando a continuidade do crescimento urbano, desejável por aqueles que sonham com uma cidade poderosa mas extremamente crítico sob o ponto de vista em questão, agravamento das enchentes, impõe-se a existência de leis e normas disciplinadoras do crescimento urbano (são absolutamente necessárias).
O conceito de área metropolitana é fundamental à geração de uma lógica integrada. As cidades vizinhas à Blumenau talvez ofereçam lugares melhores para certas funções. Com cuidado seria possível um desenvolvimento harmônico com a natureza, oferecendo aos habitantes da região mais segurança e qualidade de vida em geral.
Da Fundação Municipal do Meio Ambiente, FAEMA, temos as seguintes afirmações:
Os argumentos apontados foram:
topografia especialmente desfavorável ao sul
geologia  restritiva ao sul e favorável ao norte
geomorfologia ruim ao sul
vegetação e unidades de conservação importantes ao sul
hidrologia, o sul é ambiente crítico

A região norte do município de Blumenau, sob um plano inteligente de desenvolvimento, poderá oferecer à sua população um ambiente saudável e seguro de existência.
Este processo gerará riquezas, trabalho e harmonia com o meio ambiente.
O Programa Blumenau Século 21 (BNDES) é uma esperança neste sentido. Tendo como diretriz induzir o desenvolvimento de bairros mais adequados, contribuirá para a racionalização urbana de Blumenau.
A cidade precisa de um plano de médio e longo prazo considerando a inevitabilidade do crescimento urbano, desejável por aqueles que sonham com uma cidade poderosa mas extremamente crítico sob o ponto de vista em questão, agravamento das enchentes. A cidade precisa de um plano de médio e longo prazo considerando a inevitabilidade do crescimento urbano, desejável por aqueles que sonham com uma cidade poderosa mas extremamente crítico sob o ponto de vista em questão, agravamento das enchentes. A cidade precisa de um plano de médio e longo prazo. Considerando a continuidade do crescimento urbano, desejável por aqueles que sonham com uma cidade poderosa mas extremamente crítico sob o ponto de vista em questão, agravamento das enchentes, impõe-se a existência de leis e normas disciplinadoras do crescimento urbano (são absolutamente necessárias). O conceito de área metropolitana é fundamental à geração de uma lógica integrada. As cidades vizinhas à Blumenau talvez ofereçam lugares melhores para certas funções. Com cuidado seria possível um desenvolvimento harmônico com a natureza, oferecendo aos habitantes da região mais segurança e qualidade de vida em geral. Da Fundação Municipal do Meio Ambiente, FAEMA, temos as seguintes afirmações: Os argumentos apontados foram: topografia especialmente desfavorável ao sul geologia restritiva ao sul e favorável ao norte geomorfologia ruim ao sul vegetação e unidades de conservação importantes ao sul hidrologia, o sul é ambiente crítico A região norte do município de Blumenau, sob um plano inteligente de desenvolvimento, poderá oferecer à sua população um ambiente saudável e seguro de existência. Este processo gerará riquezas, trabalho e harmonia com o meio ambiente. O Programa Blumenau Século 21 (BNDES) é uma esperança neste sentido. Tendo como diretriz induzir o desenvolvimento de bairros mais adequados, contribuirá para a racionalização urbana de Blumenau.
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Túneis e áreas de extravasamento
Túneis e áreas de extravasamento
 
Em Blumenau talvez exista a possibilidade de se construir túneis para dupla função, ou seja, atendimento a necessidades de trânsito e desvio de águas em grande enchentes.
Durante as grandes cheias a vazão do Rio Itajaí atinge níveis elevados, muito acima da capacidade de sua calha normal. A pressão hidráulica sobre as paredes de prédios e casas poderá matar muita gente. Qualquer diminuição nessas forças pelo desvio de frações do rio através de canais e túneis poderá ser a diferença entre uma simples enchente e tragédias formidáveis.
O ideal seria encontrarmos formas de conter as águas à montante de Blumenau. Essas represas a cada dia tornam-se mais difíceis pois provocariam inundações em áreas já ocupadas e valorizadas.
Obras dessa espécie seriam o resultado de estudos meticulosos pois, além de muito caras, poderiam criar situações mais graves que as existentes. 
Considerando os valores previstos só no Projeto JICA, o investimento em túneis, que poderiam ter outras finalidades além de, simplesmente, diminuir o efeito das enchentes, talvez seja uma diretriz importante de análise.
Felizmente há tecnologias interessantes tanto para a construção quanto para os estudos necessários.
Túneis e áreas de extravasamento Túneis e áreas de extravasamento   Em Blumenau talvez exista a possibilidade de se construir túneis para dupla função, ou seja, atendimento a necessidades de trânsito e desvio de águas em grande enchentes. Durante as grandes cheias a vazão do Rio Itajaí atinge níveis elevados, muito acima da capacidade de sua calha normal. A pressão hidráulica sobre as paredes de prédios e casas poderá matar muita gente. Qualquer diminuição nessas forças pelo desvio de frações do rio através de canais e túneis poderá ser a diferença entre uma simples enchente e tragédias formidáveis. O ideal seria encontrarmos formas de conter as águas à montante de Blumenau. Essas represas a cada dia tornam-se mais difíceis pois provocariam inundações em áreas já ocupadas e valorizadas. Obras dessa espécie seriam o resultado de estudos meticulosos pois, além de muito caras, poderiam criar situações mais graves que as existentes. Considerando os valores previstos só no Projeto JICA, o investimento em túneis, que poderiam ter outras finalidades além de, simplesmente, diminuir o efeito das enchentes, talvez seja uma diretriz importante de análise. Felizmente há tecnologias interessantes tanto para a construção quanto para os estudos necessários.
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Planejamento
Planejamento
 

Existe a necessidade de se formar equipe de planejamento multidisciplinar, com os melhores recursos possíveis de informática e humanos, de modo a se formar uma base de decisão técnica substancial. Muitos estudos feitos estão dispersos, sem memória confiável. A formação de uma equipe de planejamento objetiva, menos romântica e mais preocupada com a população humana é uma necessidade urgente. 
 
 
Trabalhos semelhantes são feitos em países desenvolvidos. O treinamento desse pessoal nesses grandes centros e agora, com recursos de análise a cada dia melhores, dará a este time condições de chegar em poucos anos a propostas mais seguras além de, de imediato, contribuir para o aprimoramento da gerência urbana.
Planejamento Planejamento   Existe a necessidade de se formar equipe de planejamento multidisciplinar, com os melhores recursos possíveis de informática e humanos, de modo a se formar uma base de decisão técnica substancial. Muitos estudos feitos estão dispersos, sem memória confiável. A formação de uma equipe de planejamento objetiva, menos romântica e mais preocupada com a população humana é uma necessidade urgente.     Trabalhos semelhantes são feitos em países desenvolvidos. O treinamento desse pessoal nesses grandes centros e agora, com recursos de análise a cada dia melhores, dará a este time condições de chegar em poucos anos a propostas mais seguras além de, de imediato, contribuir para o aprimoramento da gerência urbana.
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Comitê da Bacia do Rio Itajaí e Blumenau e Agência Executiva
Comitê da Bacia do Rio Itajaí e Blumenau e Agência Executiva
 
A Lei Federal 9.433 de 8 de janeiro de 1997 institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e regulamentou o inciso XIX do artigo 21 da Constituição Federal. A mesma Lei alterou o artigo 1o da Lei 8.001 de 13 de março de 1990.
Esta Lei estabelece a figura da “Agência de Água”, que exercerá a função de secretaria executiva do Comitê da Bacia Hidrográfica.
Sua criação dependerá de:
1 – prévia existência do respectivo ou respectivos comitês;
2 – viabilidade financeira assegurada pela cobrança do uso dos recursos hídricos em sua área de atuação.
Após o que a criação da Agência será reconhecida pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos ou pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos, mediante solicitação do Comitê da Bacia Hidrográfica.
Na prática entidades desta espécie tem se tornado impedâncias no desenvolvimento de qualquer trabalho, aumentando custos e acrescentando muito pouco à qualidade dos projetos. Neste caso será muito importante que o Comitê da Bacia do Rio Itajaí funcione de acordo com as necessidades de sua população.
A formação do Comitê da Bacia do Rio Itajaí e outras instituições, dentro da legislação atual, promovendo a participação séria e honesta, organizada e metódica da população atingida pelas cheias do Rio Itajaí e seus afluentes, é benéfica e importante.

Qualquer desenvolvimento dessa espécie, contudo, não exclui a necessidade de formação de um pólo de Defesa Civil em Blumenau, tão equipado e capaz quanto o permitirem os recursos financeiros do povo de Blumenau.
Comitê da Bacia do Rio Itajaí e Blumenau e Agência Executiva Comitê da Bacia do Rio Itajaí e Blumenau e Agência Executiva   A Lei Federal 9.433 de 8 de janeiro de 1997 institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e regulamentou o inciso XIX do artigo 21 da Constituição Federal. A mesma Lei alterou o artigo 1o da Lei 8.001 de 13 de março de 1990. Esta Lei estabelece a figura da “Agência de Água”, que exercerá a função de secretaria executiva do Comitê da Bacia Hidrográfica. Sua criação dependerá de: 1 – prévia existência do respectivo ou respectivos comitês; 2 – viabilidade financeira assegurada pela cobrança do uso dos recursos hídricos em sua área de atuação. Após o que a criação da Agência será reconhecida pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos ou pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos, mediante solicitação do Comitê da Bacia Hidrográfica. Na prática entidades desta espécie tem se tornado impedâncias no desenvolvimento de qualquer trabalho, aumentando custos e acrescentando muito pouco à qualidade dos projetos. Neste caso será muito importante que o Comitê da Bacia do Rio Itajaí funcione de acordo com as necessidades de sua população. A formação do Comitê da Bacia do Rio Itajaí e outras instituições, dentro da legislação atual, promovendo a participação séria e honesta, organizada e metódica da população atingida pelas cheias do Rio Itajaí e seus afluentes, é benéfica e importante. Qualquer desenvolvimento dessa espécie, contudo, não exclui a necessidade de formação de um pólo de Defesa Civil em Blumenau, tão equipado e capaz quanto o permitirem os recursos financeiros do povo de Blumenau.
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A sobrevivência pelas leis da natureza sempre foi para os mais fortes e adaptados ao meio ambiente. Uma comunidade será forte e capaz se souber se equipar para enfrentar os desafios a que se submeterá.
A sobrevivência pelas leis da natureza sempre foi para os mais fortes e adaptados ao meio ambiente. Uma comunidade será forte e capaz se souber se equipar para enfrentar os desafios a que se submeterá.
Com objetividade e competência técnica e política o povo de Blumenau precisa rapidamente sair da letargia em que se encontra.
É importante ressaltar que o CBI será órgão consultivo. Para o Vale há necessidade de uma entidade executiva com autoridade para gerenciar seus recursos hídricos, em especial governar a operação das barragens assim como efetuar a manutenção delas. A criação de uma agência com este objetivo deve ser cobrada com urgência à União, responsável constitucional pela defesa da população diante de enchentes (artigo 21, parágrafo XVIII da Constituição Federal).
A sobrevivência pelas leis da natureza sempre foi para os mais fortes e adaptados ao meio ambiente. Uma comunidade será forte e capaz se souber se equipar para enfrentar os desafios a que se submeterá. A sobrevivência pelas leis da natureza sempre foi para os mais fortes e adaptados ao meio ambiente. Uma comunidade será forte e capaz se souber se equipar para enfrentar os desafios a que se submeterá. Com objetividade e competência técnica e política o povo de Blumenau precisa rapidamente sair da letargia em que se encontra. É importante ressaltar que o CBI será órgão consultivo. Para o Vale há necessidade de uma entidade executiva com autoridade para gerenciar seus recursos hídricos, em especial governar a operação das barragens assim como efetuar a manutenção delas. A criação de uma agência com este objetivo deve ser cobrada com urgência à União, responsável constitucional pela defesa da população diante de enchentes (artigo 21, parágrafo XVIII da Constituição Federal).
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Com objetividade e competência técnica e política o povo de Blumenau precisa rapidamente sair da letargia em que se encontrava. O desempenho da Defesa Civil é um bom exemplo de como uma área com poucos recursos consegue bons resultados. A Defesa Civil de Blumenau foi considerada pelos senadores como a melhor do Brasil.
Com objetividade e competência técnica e política o povo de Blumenau precisa rapidamente sair da letargia em que se encontrava. O desempenho da Defesa Civil é um bom exemplo de como uma área com poucos recursos consegue bons resultados. A Defesa Civil de Blumenau foi considerada pelos senadores como a melhor do Brasil.
Os problemas recentes, entre eles o ataque do El Niño, mostram que não se poderá esperar a conclusão do modelo estabelecido pela Lei 9.433. A gravidade da situação atual exige uma discussão técnica profunda com o desenvolvimento de estudos e serviços de manutenção e operação das barragens. Tudo isto sem desprezar a necessidade de atender as reivindicações da comunidade indígena, atingida pela construção da última represa.
A legislação que propõe a criação dos Comitês de Bacia é deste ano. Há conflitos em potencial com o SISNAMA (Sistema Nacional de meio Ambiente). O SISNAMA foi criado pela Lei Federal 6.938 de 31 de agosto de 1981. Essas leis têm excelentes intenções mas geram burocracias imensas, consultas intermináveis e poucos resultados práticos.
A Prefeitura de Blumenau precisa desenvolver profissionais que estudem e dominem essas questões.
Com objetividade e competência técnica e política o povo de Blumenau precisa rapidamente sair da letargia em que se encontrava. O desempenho da Defesa Civil é um bom exemplo de como uma área com poucos recursos consegue bons resultados. A Defesa Civil de Blumenau foi considerada pelos senadores como a melhor do Brasil. Com objetividade e competência técnica e política o povo de Blumenau precisa rapidamente sair da letargia em que se encontrava. O desempenho da Defesa Civil é um bom exemplo de como uma área com poucos recursos consegue bons resultados. A Defesa Civil de Blumenau foi considerada pelos senadores como a melhor do Brasil. Os problemas recentes, entre eles o ataque do El Niño, mostram que não se poderá esperar a conclusão do modelo estabelecido pela Lei 9.433. A gravidade da situação atual exige uma discussão técnica profunda com o desenvolvimento de estudos e serviços de manutenção e operação das barragens. Tudo isto sem desprezar a necessidade de atender as reivindicações da comunidade indígena, atingida pela construção da última represa. A legislação que propõe a criação dos Comitês de Bacia é deste ano. Há conflitos em potencial com o SISNAMA (Sistema Nacional de meio Ambiente). O SISNAMA foi criado pela Lei Federal 6.938 de 31 de agosto de 1981. Essas leis têm excelentes intenções mas geram burocracias imensas, consultas intermináveis e poucos resultados práticos. A Prefeitura de Blumenau precisa desenvolver profissionais que estudem e dominem essas questões.
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Providências de curto prazo
Providências de curto prazo
 
Consultoria 
 
A PMB e demais prefeituras do vale do Itajaí devem, imediatamente, contratar consultores do melhor padrão possível para análise da situação existente no Vale do Rio Itajaí. Esses consultores, trabalhando em conjunto com os especialistas da FURB e Defesa Civil, verificarão as condições de vazão, riscos em potencial e, ao final, proporão obras de contenção de enchentes e proteção do Vale do Itajaí e sua população.
Entendemos que entre os trabalhos de consultoria estará a proposta de sistema de meteorologia e hidrologia para previsão de cheias e monitoramento de águas e clima. O Vale do Itajaí precisa ter sistema desta espécie. Pode-se obter recursos privilegiados para tanto e o retorno compensa, diante dos prejuízos verificados nas últimas grandes enchentes.

No Paraná temos o CEHPAR, um excelente pólo de grandes especialistas, com experiência extraordinária e capaz de atender algumas questões nesta área.
Temos em anexo cópia de proposta de consultoria do CEHPAR à cidade de Blumenau.
O CEHPAR tem experiência em estudos em Santa Catarina, vide abaixo registro em folheto publicitário. Principalmente para a cidade de Brusque há alguns anos fazem estudos diversos.
Além do trabalho que o CEHPAR poderá fazer, será importante procurar desenvolver um modelo matemático do Vale do Itajaí e suas diversas áreas típicas. Assim será possível avaliar-se com mais detalhes e rapidez os problemas ambientais e de segurança da população.
Providências de curto prazo Providências de curto prazo   Consultoria    A PMB e demais prefeituras do vale do Itajaí devem, imediatamente, contratar consultores do melhor padrão possível para análise da situação existente no Vale do Rio Itajaí. Esses consultores, trabalhando em conjunto com os especialistas da FURB e Defesa Civil, verificarão as condições de vazão, riscos em potencial e, ao final, proporão obras de contenção de enchentes e proteção do Vale do Itajaí e sua população. Entendemos que entre os trabalhos de consultoria estará a proposta de sistema de meteorologia e hidrologia para previsão de cheias e monitoramento de águas e clima. O Vale do Itajaí precisa ter sistema desta espécie. Pode-se obter recursos privilegiados para tanto e o retorno compensa, diante dos prejuízos verificados nas últimas grandes enchentes. No Paraná temos o CEHPAR, um excelente pólo de grandes especialistas, com experiência extraordinária e capaz de atender algumas questões nesta área. Temos em anexo cópia de proposta de consultoria do CEHPAR à cidade de Blumenau. O CEHPAR tem experiência em estudos em Santa Catarina, vide abaixo registro em folheto publicitário. Principalmente para a cidade de Brusque há alguns anos fazem estudos diversos. Além do trabalho que o CEHPAR poderá fazer, será importante procurar desenvolver um modelo matemático do Vale do Itajaí e suas diversas áreas típicas. Assim será possível avaliar-se com mais detalhes e rapidez os problemas ambientais e de segurança da população.
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Neste trabalho, junto com uma grande consultora, a FURB deverá estar junto, se possível construindo e mantendo recursos de laboratório para análises permanentes. 

Neste trabalho, junto com uma grande consultora, a FURB deverá estar junto, se possível construindo e mantendo recursos de laboratório para análises permanentes. 

Uma deficiência do CEHPAR é a falta de experiência no desenvolvimento de modelos de simulação matemática. No exterior temos um bom centro de pesquisa que poderia apoiar trabalhos desta espécie, talvez com recursos a fundo perdido do Governo francês.
A SOGREAH possui laboratórios e tecnologia extremamente desenvolvidos para estudos hidrológicos de qualquer espécie.
Neste trabalho, junto com uma grande consultora, a FURB deverá estar junto, se possível construindo e mantendo recursos de laboratório para análises permanentes. Neste trabalho, junto com uma grande consultora, a FURB deverá estar junto, se possível construindo e mantendo recursos de laboratório para análises permanentes. Uma deficiência do CEHPAR é a falta de experiência no desenvolvimento de modelos de simulação matemática. No exterior temos um bom centro de pesquisa que poderia apoiar trabalhos desta espécie, talvez com recursos a fundo perdido do Governo francês. A SOGREAH possui laboratórios e tecnologia extremamente desenvolvidos para estudos hidrológicos de qualquer espécie.
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